15 março, 2011

Sarkozy quer reunir G20 para discutir ajuda ao Japão

                                 Ministros do Japão e França se encontraram para discutir ajuda após tsunami


O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu a realização de uma reunião de cúpula entre os integrantes do G20 para discutir as formas de ajudar o Japão, após o terremoto e tsunami que arrasaram o país. A informação é do o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, ao término de uma reunião com seu colega japonês, Takeaki Matsumoto.



"Os japoneses devem nos dizer como podemos ajudar", reiterando que o presidente francês Nicolas Sarkozy quer que o G20 "se coloque à disposição do Japão". Os últimos informes apontam que mais de 2.700 pessoas morreram por conta do terremoto e do tsunami 



De acordo com Juppé, o risco nuclear é "extremamente elevado" no Japão, que enfrenta uma grave crise depois dos acidentes em vários reatores de suas centrais nucleares, afetadas pelo violento terremoto de sexta-feira, declarou nesta terça



"A situação é extremamente grave. À noite, falei com o ministro japonês (das Relações Exteriores), que nos repassou todas as informações de que dispõe. O risco é extremamente elevado", alertou o chanceler francês, em entrevista à rádio Europe 1.




Debate

O chanceler francês aproveitou a ocasião para defender um debate sobre a questão nuclear na França, que conta com 19 centrais nucleares, totalizando 58 reatores.


"É necessário que haja um debate, naturalmente, sobre a segurança nuclear. Precisamos trabalhar com máximo rigor, mas dizer aos franceses que vamos abandonar (a energia) nuclear é mentir para eles", disse Alain Juppé. Ao todo, 75% da eletricidade consumida pela França é gerada por suas usinas nucleares.

Radiação

De acordo com a Agência Kyodo, a radiação está em nível 33 vezes superior ao permitido em Utsunomiya, capital da província de Tochigi, ao norte de Tóquio. Os níveis em Kanagawa, ao sul de Utsunomiya, eram, por sua vez, nove vezes superior ao recomendado.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que o nível de radiação subiu  * Consideravelmente *  depois da explosão em Fukushima, onde quatro dos reatores da central nuclear já sofreram problemas. Por conta disso, as autoridades decretam zona de exclusão aérea toda a área onde está localizada a central

A Tepco (Tokyo Electric Power), que gere a central, não exclui fusões dos núcleos dos reatores 1, 2 e 3, mas garante que o reator 4 não estava em funcionamento por ocasião do incêndio que afetou o edifício hoje de manhã (hora local, noite no Brasil).

Em comunicado à população, Naoto Kan apelou para que todos tentem manter a calma, mesmo em meio aos incidentes em Fukushima. As explosões provocam um alarme global devido ao temor de uma catástrofe nuclear. 



Algumas fotos Do japão : 


Maior parte dos estrangeiros vem da Rússia, Coreia do Sul e EUA. Terremoto de magnitude 8,9 gerou tsunami que arrasou noroeste do país. Da Reuters Centenas de estrangeiros, integrantes de equipes de resgate, estão em um mutirão para ajudar as vítimas do terremoto e do tsunami no Japão, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) não planeja organizar uma operação maior de assistência se não for solicitada, disseram funcionários da ONU nesta segunda-feira (14). Abrigos com centenas de mil [...]


 



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